quarta-feira, 27 de agosto de 2014

o último

Quase amanhecendo e eu aqui acordado, sem conseguir dormir.
Juro que esse monte de pensamento ainda vai me deixar doido. Parece que nada pára, nem por um segundo.
Depois de ontem à tarde, muita coisa passou por aqui. Muita coisa vai mudar daqui pra frente.
Terminar um namoro tão longo não é tão fácil quando parece, por mais que eu estivesse planejando, as coisas saíram do meu controle e eu, que desde então, estava sempre controlando, tive que me contentar em apenas aceitar o que viria. Pouco a pouco.
Isso pode soar um pouco prepotente ou arrogante. Entenda como quiser. Dane-se.
O que me deixou mais triste nessa história foi saber que eu tinha que apenas aceitar tudo e pronto. Eu não tinha mais argumento para nada. Não tinha o que ser discutido. Apenas conversei e esclareci algumas coisas.
Minhas palavras não têm mais efeito algum, você se tornou invulnerável a elas, que a tanto tempo te fizeram mal - pelo menos foi isso que tudo aquilo deu a entender.
Seu olhos agora estão tranquilos, confusos e... e normais.
Aquela palavra que eu tanto usava e você ficava com raiva, talvez você esteja usando ela agora pra definir tudo o que você sente. Está tudo normal.
As coisas não voltarão a ser como há mais de dois anos. Não adianta. A gente se conhece muito mais do que amigos deveriam se conhecer. Passamos coisas lindas juntos, maus bocados... mas mesmo assim, não me arrependo de ter te escolhido pra ter passado esse tempo comigo.
E se eu pudesse voltar no tempo, faria de novo, mas tentaria ser melhor. Nem que seja pra te ver sorrir mais uma vez.

Não adianta tentar fingir por aí que tudo está tão maravilhoso pra você. Porque eu sei que não está. Você me ama. Você não vai conseguir esconder isso. Nem de mim, nem de ninguém. E todo esse seu teatro vai ficar ridículo na frente de quem te conhece.
Às vezes agir naturalmente soa muito mais maduro e sensato.

Não vim aqui dizer que quero ver você sofrendo por mim, nem dizer que estou sofrendo por você.
Só queria te dizer que todas aquelas coisas lindas que eu te escrevi, saíram daqui de dentro. Nada foi artificial.

O último abraço... eu pude sentir seu coração batendo. Foi gostoso.

Não escrevi isso tudo pra você ler. Escrevi tudo isso pra deixar aqui, gravado. Talvez daqui um tempo eu volte e leia isso. E goste do que escrevi. Ou volte aqui e odeie mais ainda esse meu posicionamento ridículo em ter escrito uma coisa são pessoal aqui. De uma maneira tão direta, como se eu estivesse conversando com alguém... e esse alguém não pode mais ser você daqui pra frente.




Até...

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Rodolffo Saldanha
Estudante de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, 23 anos.
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